16 de outubro de 2021

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Cervo do Pantanal

Cervo do Pantanal

O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) é também conhecido no Brasil pelo termo indígena “suaçuetê”, de origem tupi, que significa “veado-verdadeiro” e “guaçupuçu” e “suaçuapara”, que significam “veado-comprido”.
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Considerado o maior cervídeo da América Latina, o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) habita a várzea. Típico das planícies inundadas, o animal pode ser encontrado em pântanos, brejos e zonas ribeirinhas. Originalmente distribuía-se pelos cinco biomas brasileiros e boa parte da América do Sul, mas a caça furtiva e a perda de habitat fizeram com que a espécie fosse extinta em 60% de seu território.

No Brasil, as populações remanescentes do mamífero concentram-se nas regiões centro-oeste e sul, sendo classificado como “vulnerável” pelo Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção – 2018. No Paraguai, também está em vias de extinção por restarem poucas populações da espécie. No Peru há apenas um grupo, com menos de 30 indivíduos. Na Argentina, a espécie desapareceu em grande parte de sua ocorrência original, assim como na Bolívia, onde o animal se distribui de forma dispersa e em baixa densidade. No Uruguai, o cervo-do-pantanal está extinto desde 1958.

Por causa de seu couro, o mamífero foi intensamente caçado até a década de 1970, o que reduziu e fragmentou severamente suas populações. Ainda hoje os animais são alvos de caçadores interessados em seus chifres. Entretanto, a destruição dos ambientes naturais que a espécie vive é atualmente sua maior ameaça. O avanço das fronteiras agrícolas e a expansão urbana destroem seu habitat, mas a construção de usinas hidrelétricas tem sido a principal causa do desaparecimento do cervídeo, sobretudo no Brasil.

As barragens são extremamente prejudiciais à espécie, visto que inundam e eliminam as várzeas, seu principal habitat. Nos últimos 18 anos foi observado declínio de mais de 30% nas populações do cervo. As altas taxas se devem, principalmente, às usinas instaladas na bacia do rio Paraná. A caça ainda frequente nos rios Araguaia, Paraná e Guaporé, bem como as drenagens das várzeas para uso agropecuário – que secam e destroem o ambiente – também colaboram com as extinções.

Perdeu significativamente sua área de distribuição devido à caça e perda de habitat, restando em abundância apenas no Pantanal e na Ilha do Bananal, em Tocantins. Pode chegar a pesar 130 kg e medir mais de 200 cm. A família Cervidae, representada por cervos e veados, é a única ruminante nativa existente na América do Sul. Os machos possuem chifres que caem e voltam a crescer a cada ano e, nas espécies que apresentam galhadas, as ramificações vão aumentando gradualmente a partir do primeiro ano.

Distribuição:

Originalmente, a espécie ocorria desde o sul do rio Amazonas até o norte da Argentina, habitando grandes áreas no Brasil central, no Peru, na Bolívia e no Paraguai, porém suas populações foram drasticamente reduzidas. Atualmente, ocorre apenas em algumas manchas pelo país, sendo mais abundante no Pantanal e na Ilha do Bananal, em Tocantins.

Características:

O cervo-do-pantanal é o maior veado da América do Sul, com quase 200 cm de comprimento e até 2,1 metros de altura, incluindo os chifres, que medem de 40 a 45 cm. Os machos são maiores que as fêmeas, chegando a pesar 130 kg, além de possuírem chifres e o pescoço mais musculoso. As galhadas, normalmente, têm cinco pontas de cada lado, mas podem chegar a 20 ramificações em indivíduos mais velhos. Sua coloração é um pouco mais escura no inverno e mais clara no verão. Possui membranas interdigitais entre os cascos alongados, adaptação para a vida em ambientes alagados.

Comportamento:

Em geral, vive em áreas pantanosas e em savanas sazonalmente inundadas. Evita florestas e seleciona áreas entre 30 e 60 cm de profundidade. No Pantanal, eles se dispersam na cheia e concentram-se perto de rios e áreas alagadas na seca. Possuem hábitos diurnos, com picos de atividade no início da manhã e final da tarde, evitando horários mais quentes. Porém, podem mudar seus hábitos para noturnos em regiões mais antropizadas, nas quais há a pressão de caçadores. Saltam com grande desenvoltura e nadam bem, podendo atravessar grandes rios. As fêmeas formam pequenos grupos familiares e os machos são mais solitários.

Alimentação:

Alimenta-se, principalmente, de gramíneas e plantas aquáticas e semi-aquáticas. Onças-pintadas, onças-pardas e sucuris podem predar cervos adultos, e o lobo-guará pode predar os seus filhotes.

Reprodução:

O tempo médio de gestação é de 271 dias. No Pantanal, nascimentos concentram-se entre maio e julho, quando o nível das águas está na vazante. Nasce um único filhote que pesa, em média, 4 ou 5 kg e, em menos de 5 dias, ele está seguindo a mãe. Na maioria dos cervídeos, filhotes nascem manchados, mas filhotes de cervos-do-pantanal nascem com a pelagem semelhante à dos adultos.

Conservação:

Considerada como “vulnerável” tanto pela lista nacional do ICMBio quanto pela IUCN.

Ameaças:

A caça excessiva e a perda de habitat têm reduzido drasticamente a população. A maior parte da população vive no Pantanal. A construção de grandes barragens também tem contribuído para a redução da população devido à eliminação de áreas de várzea.

Taxonomia:

Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Cervidae

Gênero: Blastocerus

Espécie: Blastocerus dichotomus

Nome comum: Cervo-do-pantanal, Suaçuetê, Suaçupu

Fontes:

https://oncafari.org/especie_fauna

https://pt.wikipedia.org

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